Horizontes Digitais: GDF investe R$ 100 milhões para modernizar escolas públicas do DF

Tecnologia de ponta chega às salas de aula: GDF apresenta novo programa educacional
Por Redação
A educação pública do Distrito Federal entra em uma nova fase com o lançamento, nesta quinta-feira (25), do Programa Horizontes Digitais: Transformação, Modernização e Inovação Educacional para Futuros Possíveis. A iniciativa prevê a entrega de 52 mil novos equipamentos tecnológicos e a criação de espaços inovadores de ensino, com um investimento superior a R$ 100 milhões — recursos provenientes tanto do Governo do Distrito Federal (GDF) quanto do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust).
Com a medida, a tecnologia chegará a toda a rede pública de ensino, beneficiando 760 escolas e mais de 460 mil estudantes.
Modernização tecnológica nas escolas
Na primeira etapa, serão entregues 2 mil máquinas virtuais, 10 mil computadores para laboratórios, 40 mil chromebooks de uso móvel e implantados 20 ginásios tecnológicos voltados à educação profissional e tecnológica. O programa também prevê a instalação de telas interativas em salas de aula, integração com plataformas digitais como Google, Moodle, Canva e Microsoft, além da criação de dois núcleos de inovação tecnológica para gravação de videoaulas, podcasts e transmissões ao vivo.
Durante o lançamento, a vice-governadora Celina Leão, acompanhada do secretário de Governo, José Humberto Pires de Araújo, destacou a importância do investimento:
“É a primeira vez após 25 anos que temos uma compra abrangente de renovação do parque tecnológico da Secretaria de Educação. E isso era uma necessidade. Falamos muito sobre conhecimento, sobre inteligência artificial, mas se a gente não embarcar em uma tecnologia de ponta para que os profissionais e alunos possam acessar isso, a gente tem uma perda na educação”.
Celina também anunciou a compra de novos transformadores para reforçar a rede elétrica das escolas. “Não adianta ter tecnologia de ponta e não ter energia que aguente a demanda. Por isso, estamos lançando um pregão para trocar todos os transformadores das escolas mais antigas e evitar problemas”.
Cinco pilares estratégicos
O Horizontes Digitais está estruturado em cinco eixos: desenvolvimento profissional, tecnologia, modelo de aprendizagem, envolvimento da comunidade escolar e monitoramento e avaliação. A meta é garantir internet de alta velocidade em 100% das unidades e criar ambientes de aprendizagem inovadores.
Para a secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, a iniciativa representa mais do que a simples entrega de equipamentos. “O Horizonte Digital é muito mais do que a entrega de computadores: trata-se de entregar futuro para os estudantes. A era digital chegou, e precisamos acompanhar esse processo”.
Os professores receberão formação continuada para usar as ferramentas digitais em sala de aula. Os chromebooks, por exemplo, ficarão disponíveis em carrinhos móveis com 40 unidades cada, permitindo que as turmas utilizem os equipamentos sem a necessidade de deslocamento para laboratórios.
Redução de desigualdades e futuro para os jovens
Um dos principais objetivos é reduzir desigualdades digitais e fortalecer a prática pedagógica com suporte tecnológico. Para Celina Leão, trata-se de um divisor de águas:
“Esse é o momento de virar a chave da nossa educação e investir em tecnologia para transformar conhecimento”. O estudante Ryan Victor Rodrigues de Souza, 16 anos, do CED 619 de Samambaia, comemorou a novidade:
“Vai ajudar em muitos aspectos, tanto no educativo quanto no tecnológico. Muitos alunos não têm acesso à tecnologia em Samambaia e em outras cidades. Isso vai elevar tanto a carreira quanto o desenvolvimento pessoal dos estudantes”.
DF no topo da inovação educacional
Segundo o Censo Escolar, 97,75% das escolas públicas do DF já possuem acesso à internet banda larga, colocando a capital federal à frente de outros estados. Com o Horizontes Digitais, o objetivo é atingir 100% de cobertura.
Além da conectividade, o programa aposta em metodologias inovadoras, como gamificação e aprendizagem baseada em projetos, tornando as aulas mais dinâmicas e conectadas à realidade dos jovens.
A infraestrutura — com internet de alta velocidade, laboratórios modernos, chromebooks e telas interativas — dará sustentação a esse novo modelo de ensino. A expectativa é ampliar as oportunidades de aprendizagem, fortalecer a comunidade escolar e preparar os estudantes para o mundo do trabalho.
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Da Redação do Agenda Capital
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